Hora das refeições – de um jeito “diferente”!

Sabe aquela confusão na hora das refeições com os filhos pequenos? Era comum aqui em casa! Mas, em meio a uma mudança, uma ótima idéia surgiu (nada inovadora,  já é parte da metodologia montessoriana). O resultado foi tão legal, que fui pesquisar mais e vim contar para vocês!

A hora das refeições!

As refeições em casa com meus filhos de 4 e 2 anos eram um tanto desafiadoras. A bagunça na hora de comer misturava a tradicional sujeira nas cadeiras e no chão, com a dispersão das crianças querendo chamar nossa atenção ou pedindo que desse comida na boca.

Em meio a mudança de residência, uma mesinha com cadeiras (comum de criança) que ficava no quarto deles, veio parar na sala de jantar. Meus dois filhos tiveram a idéia de comer ali e não conosco na mesa. Eu gostei da idéia e ali jantaram.

Uma mudança surpreendente!

O comportamento deles durante a refeição nos surpreendeu muito! A mais nova de 2 anos comeu tudo sentadinha e super concentrada. O mais velho, comeu metade do prato antes de sair da cadeira para dar uma volta (como de costume). A questão principal é que não fizeram nada para chamar atenção e se distrairam muito menos durante a refeição.

Foi ótimo poder almoçar tranquilamente de novo. A sujeira foi menor que a de costume e bem mais fácil de limpar, já que posso tirar a mesa do lugar. Na hora pensei que devia ter algo sobre isso na metodologia montessoriana, tinha tudo a ver!

Sabe o que o metodologia montessoriana fala sobre as refeições?

Pesquisando mais sobre o método Montessoriano descobri que, e apartir dos 2 anos de idade, é sugerido a criança ter uma mesa ideal para o tamanho dela. A mesa de preferência deve ser de madeira, firme e a cor clara. Deve ser colocado os objetos seguros para a idade, como pratos e colheres. Ainda é indicado que fique disponível água ou sucos e alguma fruta nos intervalos das refeições.

O intuito é que a criança tenha liberdade de desenvolver a sua autonomia e fazer suas descobertas, livre da presença tão “intensa” dos pais durante as refeições. Inclusive, isto demonstra que a casa também é dela e ela tem seus objetos e espaços adequados a suas capacidades e necessidades.

Agora, aqui em casa estou seguindo estas indicações e as crianças têm a mesa delas. Depois disso, lembrei dos almoços de domingo na casa da minha avó. Lá, as crianças sempre comiam numa mesa pequena. Lembrei que gostava e me sentia independente.

Acho muito importante fazemos as refeições juntos e podermos conversar, mas isto ficará para daqui uns anos. Agora, cada um tem seu local, respeitando a individualidade e as etapas do seu crescimento. O resultado está sendo ótimo! Refeições muito mais tranquilas e interessantes.

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Quarto Montessoriano! Vc sabe o que é?

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Quarto montessoriano, você sabe o que é?

Cama montessoriana

Sabe quando decoramos um quarto lindo para nosso bebê e depois ele nem aproveita? Isso não acontece se você fizer um quarto montessoriano! Nesta metodologia o quarto é todo planejado para a criança. Deve ser um ambiente seguro e que estimule seu desenvolvimento natural.

Tudo começou com a médica e pedagoga Maria Montessori. Através do estudo e acompanhamento do desenvolvimento de diversas crianças, ela criou uma série de diretrizes para oferecer um ambiente propício para o desenvolvimento da autonomia e aprendizado na infância.

Dentro desta linha de educação, são abrangidos diversos aspectos sobre o lar e escolas montessorianas. Mas hoje, vou falar mais especificamente sobre as características do quarto do bebê segundo esta metodologia. É uma forma de você poder conhecer um pouco e quem sabe colocar em prática aí na sua casa.

A cama do bebê!

A primeira coisa que notamos em um quarto montessoriano é a cama. No caso dos bebês, ela deve ser colocada rente ao chão. Pode ser um colchão simples ou pode ser uma cama desenvolvida especialmente para isso. Existem diversos modelos, mas todos seguem a mesma regra: a criança deve ser livre para entrar e sair da cama de acordo com sua capacidade sem perigo e quando desejar.

Mesmo desconhecendo a metodologia montessoriana, meu filho mais velho dormia em um colchão no chão do quarto. O motivo? Quando ele começou a escalar o berço não me sentia mais segura, com medo de que pudesse cair tentando pular. Por isso, passei o colchão para o chão quando ele tinha uns 7 meses, tudo meio improvisado. Na época não pensava no seu desenvolvimento, só na segurança, mas acabou ajudando bastante no quesito da autonomia.

Para quem gostou da idéia selecionei alguns modelos lindos para conhecerem. O primeiro é uma cama personalizada. Você pode escolher a cor, tecido ou personagem infantil. Esse modelo é da loja  virtual Quero pra mim, que atende todo Brasil, é lavavel e super prático!

Cama montessoriana Minnie
Cama da Minnie – Loja Quero pra mim!
Cama montessoriana
Cama Bichinhos – Loja Quero pra Mim!

Este outro modelo cheio de charme traz leveza e encanto para o quartinho dos pequenos. Este da foto é da Loja Biah Baby, de Poços de Caldas, MG.

Cama montessoriana
Cama de madeira – Biah Baby

Item fundamental: espelhos

Além da cama no chão é aconselhado que se coloquem espelhos na parede ao lado da caminha. A idéia é estimular que o bebê se veja e se reconheça naturalmente. Deve-se ter cuidado para fixar de modo que não ofereça riscos a criança.

Além dos espelhos também é interessante a colocação de uma barra, para estimular a criança a se equilibrar e andar. Esses itens tem uma função importante no desenvolvimento dos bebês no decorrer do primeiro e segundo ano de vida.

O que mais podemos usar no quarto?

O quarto deve ter o mobiliário e brinquedos na altura da criança. Armários e estantes baixas e bem fixadas, para que a própria criança possa pegar os brinquedos sozinha.

Estante montessoriana
Estante – Loja Biah Baby

Tapetes e almofadas deixam o ambiente mais seguro e aconchegante e despertam o interesse dos bebês.

Tapete montessoriano
Tapete – Loja Biah Baby
Almofadas corujinha
Almofadas Corujinhas – Loja Biah Baby

Utilizar adesivos nas paredes é uma opção aos tradicionais quadros, já que não oferecem risco de cair e machucar a criança. Lembrem-se que tudo deve estar ao alcance dos olhos dela. A intenção do quarto do bebê é ser um espaço de explorar e se desenvolver de forma gradual e de acordo com o interesse e características de cada criança em específico.

O quarto montessoriano é para a criança!

Muito diferente dos quartos tradicionais de bebê, que eu inclusive preparei para meu filho mais velho, ele não é um quarto bonito para os adultos. Aquele quarto com o berço cheio de protetores, armários altos e fechados, quadros altos e uma poltrona.

Esse é um quarto, para bebês e crianças, que visa a livre movimentação do bebê. Isso faz com que seja um ambiente interessante e contribua para o desenvolvimento da autonomia e capacidades deles.

A maior parte das mães percebem que os bebês nunca reparam no quarto deles, não importa quão bonito esteja. Geralmente os filhos transformam as salas em seu espaço de explorar, já que não dedicamos nenhum espaço propício para isso.  Fazemos o quarto para nós e não pensando pela ótica deles.

O que Maria Montessori fez é ver o que os bebês anseiam e precisam para se desenvolver. A metodologia ensina escolas e pais a adaptarem seus ambientes, visando sempre incluir os pequenos de acordo com suas necessidades, estimulando o desenvolvimento saudável e feliz.

Gostaram?

Eu já me arrependi do quarto que fiz para o meu filho e estou planejando o novo quarto. Será um quarto inspirado na metodologia montessoriana, voltado para a idade dele. Inclusive, ele vai me ajudar a organizar tudo.

Afinal, temos a casa inteira ao nosso gosto. Eles merecem ter um cantinho especial para eles, onde possam se sentir seguros e atraídos a desvendar e brincar com liberdade e segurança.

Se você gostou das fotos, aproveita para conhecer mais dos produtos. Na loja Quero pra mim, você encontra camas e brinquedos sensoriais inspirados na metodologia montessoriana. Confiram tudo na página http://www.lojaqueropramim.com.br!

Para quem quiser montar todo o quartinho montessoriano indico também o trabalho da Elaine, consultora de vendas da Biah Baby. Eles tem fabricação própria de móveis e enxovais e vão te explicar a metodologia montessoriana para montar o quarto perfeito para seu filho(a). Site: http://www.biahbaby.com.br Email: elainecrisflor@hotmail.com

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Decoração de festa infantil – Que mãe sou eu? Blog

Empatia: Quando você for mãe, vai me entender;

 

Empatia: Quando você for mãe, vai me entender…

A falta de empatia entre pais e filhos gera muita dor e sofrimento. Quem já não ouviu quando criança ou adolescente da sua mãe ou pai: – Quando você for pai ou mãe vai me entender! Em meio a uma crise de frustração geralmente não adianta nada, não é? Mas neste caso, eles tem toda razão!

Muita coisa que eu não entendia, hoje compreendo. A maternidade me colocou do outro lado da situação, tanta coisa que nem imaginava começou a fazer sentido. Simples assim.

Tudo se trata de ter empatia…

É  difícil termos empatia pelos outros. Muitos adultos, e me incluo nisso, nem sempre conseguem se colocar no lugar do outro. Nos decepcionamos, nos iludimos e sofremos por pura falta de empatia. Brigamos inúmeras vezes, por motivos tolos e egoístas, pela falta de maturidade para analisar as atitudes dos outros e compreendermos seu ponto de vista.

Todo pai e mãe tem medos, inseguranças, problemas pessoais, de trabalho, de dinheiro, no casamento ou doenças, enfim. A vida de todo mundo é cheia de obstáculos. Além disso tudo, temos a missão importantīssima de criar e educar os filhos com todo amor e carinho, zelando que nada lhes falte.

Os filhos, por outro lado, só querem tudo que convir à eles. Desde bebês se iniciam as vontades, desejos e reclamações. A importante lição de ensinar aos filhos a lidarem com a frustração é dos pais. Nós que teremos que dizer não para as coisas perigosas, para as coisas desnecessárias, para as atitudes incorretas. Nós que seremos os “malvados” que não deixam isso ou aquilo e não cedem aos choros ou birras.

As culpas que nos acompanham..

Acho que quase todos nós, pais e mães amorosos, em algum momento nos sentiremos culpados por não poder dar algo ou por termos agido de forma a causar uma decepção nos filhos. Essa culpa geralmente é um equivoco nosso. Se estivermos fazendo nosso melhor, dando amor e carinho, educando e apoiando, estamos fazendo muito bem nosso papel.

Muitos pais trabalham muito para poder garantir o mínimo de conforto e segurança aos filhos e acabam com pouco tempo para a familia. Outros superprotegem por medo da insegurança que a sociedade vive. Todos nós erramos  e acertamos como mães e pais, é um aprendizado para nós e para eles.

Ė unânime que pais devem amar, cuidar e proteger os filhos. Além disso, usamos nosso instinto, utilizamos alguns conselhos que ouvimos e nossas experiências passadas para criar e educar os filhos. Repetimos os padrões dos nossos pais, se tivemos uma boa experiência, ou repelimos em casos de traumas familiares, fazendo o inverso.

A ingratidão dos filhos

A ingratidão dos filhos é um sentimento que também assombra pais e mães. Isso também é um equivoco, pois os filhos não compreendem a realidade até se tornarem adultos. Muitas vezes nem sequer quando adultos se dão por conta de como a vida realmente funciona na prática.

Ser mãe exige uma desilusão da nossa parte. A diferença de idade e de maturidade sempre estará entre pais e filhos. Claro que as pessoas são diferentes e a educação e o exemplos dos pais interferem no tipo de adulto que se tornarão. Mas, muita coisa vai depender das experiências vivênciadas por cada um e como lidam com isso.

Por isso, é fundamental ensinarmos aos filhos a lidar com a frustração desde cedo. Assim, saberão enfrentar os desafios da vida de forma positiva quando estiverem por conta própria. E para isso, temos que saber lidar com a decepção deles conosco e acreditar que quando forem pais ou mães vão nos compreender.

Os avós que mimam os netos.

Muitas pessoas acham ruim, mas os avós e dindos que costumam mimar os nossos filhos, estão nos fazendo um favor. É muito importante nossos filhos poderem ter momentos de prazer e alegria sem que nós, responsáveis pela educação tenhamos que ceder em determinados assuntos.

É essa mistura de vivências que vão formando e preparando nossos filhos para a vida. Meu filho mais velho, com 4 anos, vez ou outra me pede pra ir morar com a tia avó. Toda vez que ele a visita, ela prepara suas comidas preferidas, brinca até não poder mais e ainda dorme no chão com ele numa cama super divertida no meio da sala.

Quando escuto, não me magoa. Não preciso ser a pessoa preferida dele. Preciso ser a mãe que prepara para a vida. Estou fazendo minha parte com toda dedicação, lidando com todos problemas que tenho como adulta e dando todo amor e carinho.

Agora que sou mãe, compreendo meus pais.

Hoje eu sei e compreendo tudo que meus pais fizeram por mim. Muitas atitudes eu discordo e não repetirei com meus filhos. Entretanto não julgo, muito menos condeno. Ambos me deram seu melhor. Entre erros e acertos, nada me faltou, muito menos amor e carinho. Agradeço por tudo! Com a empatia que hoje tenho como mãe, espero lidar com as emoções e percepções dos meus filhos, sem tantas culpas ou frustrações.

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