Menos trabalho e mais tempo com os filhos!

Estamos vivendo o caos na nossa sociedade. Me pergunto se ninguém percebe a relação entre a desvalorização do papel de mãe e a formação da sociedade. Será que a ausência da mãe na primeira infância não tem relação com isso? Jornada de trabalho menores para sermos mães mais presentes e ativas no mercado de trabalho, traria benefícios para mães, filhos, empresas e para a sociedade no geral.

A maioria das mães quando precisam retornar ao trabalho sentem culpa e frustração por terem que se ausentar do convívio com os filhos. Muitas vezes acabam tendo que ficar fora de casa por 8, 10 horas, se não mais. Quantas horas restam com eles?

Deixar uma criança na creche todo esse período é praticamente terceirizar a criação. Não é a toa que muitas mães  acabem abandonando seus empregos por conta disso. Mas não seria o caso de a sociedade perceber o quanto está prejudicando mães e filhos com essas exigências?

As crianças precisam de muito amor e atenção dos pais, principalmente das mães nesse primeiro momento. As escolinhas podem cuidar bem deles, mas não ensinam a amar, confiar no outro, sentirem-se importantes e únicos. O papel da família é essencial para a formação e maturidade  emocional das crianças,  que tem a maior parte do seu desenvolvimento do nascimento aos 5 anos.

Nas condições atuais encontramos muitas mães frustradas nos seus empregos. Em casa, crianças com depressão, ansiedade ou outros transtornos. Famílias passando por dificuldades financeiras. Enfim, pais sentindo-se culpados e refletindo isso na educação que estão dando aos filhos. Isso não me parece certo. Será que não podemos fazer nada para mudar?

O incentivo a postos de trabalho de 4 ou 6 horas, redução da carga horária das mães com filhos pequenos para 6 horas diretas, são medidas que trariam mais tempo para as mães conviverem com os filhos todos os dias. O abandono dos empregos certamente seria menor, traria à elas a satisfação de ajudar no sustento da casa, e o impacto nas crianças seria extremamente positivo, gerando indivíduos mais equilibrados e fraternos.

Eu acredito firmemente que os impactos na saúde de mães e filhos, na divisão de renda, no respeito e valorização do papel de mãe, seriam muito superiores aos trazidos com o modelo aplicado atualmente. As empresas também sairiam ganhando em rendimento com mães motivadas e diminuição de faltas por motivo de doenças.

Não sou política nem ligada a nenhum partido. Esse é apenas um desabafo de uma mãe e cidadã preocupada com a nossa sociedade futura! Vejo que por mais que tenhamos evoluído muito tecnologicamente, estamos cegos diante das necessidades humanas e nossa responsabilidade nisso.

Se você pensa como eu, talvez possamos unir forças e mostrarmos nossa insatisfação sobre nosso lugar no mercado de trabalho e na sociedade. Estamos em plena fase de mudanças políticas, leis sendo reavaliadas. Acredito que seja nossa obrigação levantar e defender essa bandeira, mesmo que seja apenas dentro de casa ou com os amigos. A única maneira desse cenário mudar é com a conscientização das pessoas e a boa vontade de alguns políticos.

Para trazer segurança para nossa sociedade não adianta só punir, temos que prevenir. A única coisa que pode prevenir  é a educação e o amor. Crianças amadas, assistidas, amparadas, tendem a se tornar adultos felizes, honestos e empáticos. Nós precisamos mostrar que elas têm apoio e com quem contar diante dos problemas, para que aprendam a lidar bem com as dificuldades que estão por vir ao longo da vida.

Acredito que nós mães podemos mudar o mundo de amanhã fazendo o nosso papel hoje. Criando nossos filhos com toda atenção e dedicação que eles merecem. O amor é a base de todo ser humano, e quem melhor que nós, mãe, para multiplicar esse sentimento?

 

 

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