Desromantizar a maternidade! Afinal, o que é isso?

desromantizar a maternidade

Muito se fala em desromantizar a maternidade, você também já deve ter ouvido, mas você sabe o que quer dizer? Quer dizer que aquela mãe da novela, da propaganda de margarina, linda e bela com seus filhos educados e prestativos, simplesmente não existe! Isso quer dizer que milhares de mães após o parto, sofrem uma enorme decepção com a rotina de cuidados do bebê, com o cansaço, as responsabilidades, com as limitações e as exigências. Isso, em muitos casos leva a depressão pós-parto, uma doença séria que precisa de cuidados médicos.

Quem disse que seria fácil?

O que a mídia expõe diariamente em doses homeopáticas vai construindo uma imagem falsa do que é a maternidade, uma idéia “romântica”. Sabe aquele príncipe encantado dos contos infantis? Pois é, eu nunca vi nenhum por aí. A mesma coisa está acontecendo com a imagem da maternidade. Inclusive, muitas mães se sentem induzidas a ter filhos, para se sentirem de “bem” com a sociedade, entrando despreparadas nessa jornada. Ser mãe é incrível, mas como tudo na vida, exige esforço, dedicação e superação. É repleta de momentos nada românticos e certamente, não é fácil!

É imprescindível estar aberta à AMAR! Isso pode parecer bobagem, mas um imenso número de pessoas não está aberta para o amor. Muitos estão cercado por barreiras emocionais baseadas em experiências (ruins) passadas. Outras, ainda buscam na maternidade aquele amor que não ganharam, como forma de se compensar. Se você percebe dificuldades de lidar com seus sentimentos, uma terapia pode te ajudar bastante. O amor entre mãe e filho nasce e se constrói ao longo do caminho, mas precisamos estar de coração aberto a essa jornada, sem muros ou medos.

Ser mãe é se dedicar a criar outro ser humano, que precisa de você o tempo todo e para tudo! O detalhe maior é que ele não vai te retribuir daquele modo grato e romântico que você espera. Eu tenho uma visão sobre a maternidade, que talvez muitos discordem, que é a seguinte: “Se você costuma esperar gratidão e reconhecimento sobre seus esforços para se sentir feliz, a maternidade será frustante”. “A beleza da maternidade é descobrir a capacidade de amar sem esperar nada em troca”. O simples fato de você estar fazendo a sua parte e dando seu amor te fará feliz, te motivará a lidar com todos as dificuldades e mesmo assim, se sentir realizada como mulher e mãe.

Maternidade não combina nada com pessoas egoístas!

Eu posso parecer meio rude com esta frase, mas eu só pretendo convidar a uma reflexão. A maternidade influencia diretamente na vida profissional e social das mulheres, inclusive no casamento ou relações amorosas! Tudo vai mudar com a maternidade! Se você se preocupa muito com seus objetivos profissionais, estudos ou status social, talvez não seja o melhor momento para ter filhos. Em uma sociedade onde a maternidade é compulsória, só posso recomendar que você use sempre métodos contraceptivos, de preferência dois! Se mesmo assim, uma gravidez inesperada acontecer, você deve estar ciente das mudanças que vão surgir. É fundamental se preparar psicologicamente para conseguir lidar com o período pós-parto e com a chegada desta criança, buscando se adaptar a nova situação e aceitação do que está por vir.

Ser mãe é um aprendizado! Não se cobre pelas experiências alheias!

Ser mãe é aprender uma nova função e isso requer prática e paciência. A paciência não é só com o filho, mas consigo mesma. O pós-parto carrega uma enorme oscilação hormonal, além da chegada do bebê.  As cobranças exageradas impostas pela sociedade só atrapalham essa adaptação e devemos saber bloquear isso dos nossos pensamentos. A  maioria das pessoas julga e critica as outras na esperança de se sentirem melhores ou superiores. Na verdade, quem critica está na mesma furada que você, que se abala com isso. Acabamos acreditando nos modelos que nos venderam como padrão e lutando para nos enquadrar, mesmo estando tão distante da nossa realidade (assim está para todo mundo).

O ser humano não é perfeito!

Não existe mãe perfeita, nem filho perfeito, nem marido perfeito, nem nada perfeito! Nós devemos cuidar dos nossos filhos segundo nossas crenças e orientações dos profissionais da saúde. Vamos levar o tempo que for preciso para aprender as coisas! Se um bebê demora a aprender a andar, falar, tudo bem. Mas, se uma mãe demora a amamentar, demora a se adaptar, deveria ser um problema? Ambos estão aprendendo e o importante é se esforçar e manter a calma. As críticas e julgamentos não podem invadir nosso sossego!

Os filhos vão ser cada um de um jeito, único e especial. Alguns chorões, teimosos, alegres, risonhos, tranquilos, agitados, amorosos, agressivos, ou melhor, uma combinação de vários destes aspectos em constante variação. Eles estão começando a criar sua personalidade e descobrindo as emoções e tudo mais. Não exija do seu filho que se comporte como um adulto. Eles demoram um mês para aprender a sorrir, um ano para aprender a andar, mais de 2 anos para aprender a falar.  Quanto tempo será que demoram para aprender a escutar? Para lidar com a frustração? A discernir o certo e o errado? Eu não me atrevo a responder, pois conheço muitas pessoas adultas que ainda não sabem lidar com essas questões. Eu, como mãe, irei repetir e ensinar quantas vezes for preciso, por toda infância e adolescência o que precisa ser ensinado. Quanto tempo vai levar? Isso vai depender de cada criança, mas a minha função é persistir e repeitar o tempo que eles precisam para aprender.

As mães precisam de apoio e atenção dos familiares e amigos!

Outro ponto muito importante na maternidade é ter apoio da família! Isso é fundamental, já que muitas vezes a maternidade leva embora muitos amigos. Uma mãe solo e sem apoio familiar realmente enfrenta uma situação dificílima. Estar cercada de amor dos nossos familiares traz uma sensação de segurança que faz toda diferença. Ter onde deixar os filhos para dar uma volta tranquila e se divertir um pouco é essencial para tirar as mães da solidão pós-parto. Quando você pode fazer isso? Quando for preciso espairecer! Isso depende de cada mãe e não existe regra! Se você tem vontade de ir dar um passeio sozinha, não tem nada de errado nisso, vá!

Estar disponível para as outras mães também nos faz um bem enorme, por isso os grupos de facebook crescem tanto! Mas bem que você poderia encontrar outras mães perto de você, não?  Mas daí, a vizinha vai saber que é uma mãe melhor que eu! Se você pensou isso, provavelmente está sofrendo com as idealizações que te venderam e tem muito a desconstruir na sua cabecinha. Mas te garanto, se libertar das fantasias e frustrações, te permitirá encontrar a verdadeira alegria e satisfação que existe na maternidade!

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Autoestima e vaidade pós-parto

Como ficam os cuidados com o corpo e a beleza em geral pós-parto? A cobrança vem de nós mesmas e, muitas vezes dos outros também. Como isso afeta a autoestima das mães? Vamos falar sobre isso?!

Todas sabemos que o bebê demora 9 meses para se formar. Mas nem todos sabem que o corpo precisa entre 9 e 12 meses após o parto para voltar ao normal. A barriga geralmente fica bastante inchada durante o primeiro mês até e vai lentamente retornando ao que era antes. Não adianta ter pressa, só vai gerar mais ansiedade e frustração! Para driblar a barriga inchada, podemos usar as cintas ou calcinhas com cós alto para ajudar a firmar. Eu usei muito essas calcinhas e me sentia bem mais segura e bonita.

Para retornar ao peso de antes, é preciso que a mamãe tenha o cuidado de manter uma alimentação saudável. No caso das mães que amamentam é normal ter mais fome, mas não quer dizer que se pode comer de tudo. Embora não seja indicado dieta para lactantes, temos que manter uma alimentação equilibrada. Exercícios também ajudam bastante, mas só o médico pode avaliar quando está liberado. Tenha paciência e não se preocupe, com o tempo, sem exageros, perdemos aqueles quilos extras.

Mas não é só o peso e a barriga que assombram as mamães no pós-parto. O abandono das rotinas de cuidados consigo é comum e costuma vir com a desculpa  de que mal damos conta da nova rotina com o bebê. Mas vamos com calma. Primeiro, você deve responder pra si mesma: Quais os cuidados comigo eu tinha antes da gravidez?

Antes da gravidez eu só usava lápis, rimel e blush quando ia passear. Cuidava muito do meu cabelo, arrumava com o secador todos os dias e não vivia sem brincos. Para o padrão normal das mulheres, eu não era muito vaidosa. Não fazia as unhas, não pintava o cabelo, não usava cremes e nem me maquiava, mas sempre fui muito feliz com minha imagem no espelho. Sabe o que eu fiz no pós parto? Mantive os mesmos cuidados de antes. Pensando em agilizar cortei o cabelo, o que me economizou muito tempo para deixar arrumado. E o resultado? Eu me sentia muito bem após o parto, mesmo estranhando a barriga inchada.

O que eu quero dizer é que as mães só podem se cobrar do que já faziam antes da maternidade.  Não adianta se comparar com outras mães, muito menos as que vivem da imagem em revistas e televisão. Isso não trará benefício nenhum e nem seria justo. Entretanto, fazer um esforço para manter os mesmos cuidados de antes nos ajuda muito a passar por este momento de transição mais segura. Olhar no espelho e ver que ainda é você!

Se costumava passar horas se dedicando a se embelezar, é melhor ir repensando para manter uma rotina mais básica, com o que seja mais importante. Se gosta muito de ter as unhas feitas, chame uma manicure ou amiga em casa. Se gosta de se maquiar todos dias, faça um look rápido e prático. Se demora muito a arrumar o cabelo, talvez um corte mais curto ou mais prático seja o ideal.

Eu levei meus brincos para a maternidade, eu sabia que teria visitas e não me sinto bem sem. Tem gestantes que vão maquiadas dar à luz, isso vai variar de cada uma. Não devemos julgar ninguém pelo seu modo de ser. Acho que o importante é sermos nós mesmas. Vamos estar com a atenção voltadas para o bebê, mas não precisamos nos esquecermos de nós totalmente.Nos primeiros dias em casa é complicado pensar em muita coisa, mas depois de uns 10 dias, tentar retomar sua rotina de cuidados é bem interessante. Não é impossível e você vai se sentir muito melhor com o passar do tempo, acredite!

Outra coisa, por favor, nada de andar de pijama o dia todo em casa! Tomar um banho, escovar os dentes, pentear os cabelos e vestir uma roupa é o mínimo de cuidado que toda mãe deve ter consigo! Dê um jeito e faça! Se tiver que escolher entre cuidar da casa ou de você, escolha você primeiro. A casa é de todos moradores e não podemos fazer tudo! Aceite toda a ajuda que oferecerem e aproveite para cuidar de si um pouquinho também, é renovar as energias!

Tenho certeza que muitas mães podem achar isso tudo besteira e que só o bebê importa nesse momento. Muitas se sentem muito bem só pensando no bebê, mas com o passar do tempo se tornará mais difícil a readaptação dos cuidados consigo e a autoestima tenderá a cair no geral. Isso infelizmente, somado as dificuldades que muitas mães passam nesse período, podem levar a depressão pós-parto. Ser  mãe é maravilhoso, mas é normal tendemos a ficar inseguras no início, tudo é mais complicado do que imaginamos e acredite, detalhes fazem a diferença. Ouvir um elogio, em um período que o bebê é o centro das atenções, nos dá ânimo para continuar.

Estes pequenos cuidados podem ajudar muito a mantermos nossa autoestima mais elevada e nos sentirmos melhor. Esqueça os comentários e palpites alheios, inclusive os meus se discordar! Seja sincera consigo mesma, defina suas prioridades e vá cuidar e curtir seu bebê sem neuras! Aproveite esse momento!

 

Como fica o casamento após a chegada dos filhos?

A chegada de um filho traz muita alegria e felicidade, mas é uma mudança radical na relação marido e mulher. Muitos casais experimentam dificuldades em reencontrar harmonia com a nova dinâmica familiar. O sucesso de um casamento está na capacidade de se adaptar as dificuldades, reencontrar o equilíbrio juntos e fortalecer a relação a cada desafio superado. E você? Está fazendo sua parte para isso?

Logo após o parto nós  passamos aqueles 30 a 40 dias de resguardo. Todos estão preocupados em atender o bebê, aprendendo suas novas funções de mãe e pai. O marido ajuda nas tarefas com o bebê, é super compreensivo com a mamãe e você pode achar que a fase mais complicada já passou.

Pode ser para alguns casais, mas uma grande parte vai ter essa fase de adaptação mais prolongada. Nosso corpo após o parto leva por volta de um ano inteiro para se recuperar da gestação. Nem sempre nós ficamos confortáveis com nosso corpo nesse período. Somando a isso, a diminuição da libido por conta dos hormônios do aleitamento, a preocupação com as rotinas do bebê e o cansaço, não é de se estranhar que não seja tão fácil assim a retomada da vida sexual do casal.

O marido que estava super compreensivo, com o passar do tempo pode acabar irritado com a situação prolongada. Ninguém tem culpa das ações dos hormônios e quem acaba de passar por uma gestação sabe disso. Eles são cruéis conosco e os homens também são afetados por eles.

O papai está muito feliz com o filho e está curtindo muito. Mas certamente ele está aguardando a esposa voltar a ser como era antes. Nós sabemos que isso não vai acontecer. Podemos aos poucos retomar a vida sexual, vamos sair a dois para dançar ou conversar, ver os amigos sem os filhos, mas nunca mais será como antes. Muitas mães largam o emprego, os gastos aumentam e o padrão de vida do casal pode cair. As mudanças podem ser muitas, e a adaptação a nova realidade se tornar mais complexa.

Somos diferentes agora. Somos mãe e temos outras prioridades e preocupações. As atividades em família serão a nova programação na maior parte do tempo. Se tiver mais de um filho, vai ser mais difícil ainda as escapadas à  dois e conversar determinados assuntos em casa.

O resultado disso é que o casal acaba se distanciando. E digo isso principalmente no quesito do diálogo. Aquelas famosas DRs que tanto ajudam o casal a se manter satisfeito numa relação quase não tem mais vez. São substituidas por algumas reclamações ou pequenas discussões sobre assuntos banais. O que deveria estar sendo conversado está ficando de lado. Mágoas podem começar a se formar de um lado e de outro.

Quanto mais o tempo passar mais difícil se torna essa reaproximação. Não deixe isso pra lá. Quando perceber que algo não está bem entre o casal, arranje um tempo para conversarem e entenderem os sentimentos um do outro. Os papais devem ser compreensíveis, mas nós também devemos dar atenção à nossa relação.

O número de casais que se separam após a chegada do primeiro filho é enorme. Eu atribuo a isso a idealização que um e outro têm sobre o parceiro. Ser pai e mãe muda tudo, mas temos que estar abertos a amar o parceiro na nova função.

Cada um assumirá sua personalidade como pai e mãe. Não podemos exigir que tudo seja como nós queremos. Muitas vezes irão discordar sobre como educar ou o que os filhos podem ou não fazer. Mas temos que aprender a admirar nosso parceiro na nova função, afinal, todos estamos aprendendo. Criar os filhos em um ambiente com amor e harmonia faz toda a diferença.

Se estiver passando por uma dessas fases, não deixe para depois. Páre e reflita o que pode estar sendo difícil para o companheiro se adaptar, o que ele mais sente falta. Mantenha o diálogo e tente ouvir o outro lado. Aos poucos cada um vai se fortalecendo como pai e mãe e a relação do casal poderá se firmar muito melhor do que antes dos filhos. É só uma questão de manter o companheirismo. Se você escolheu seu parceiro para ser o pai dos seus filhos, faça sua parte para manter essa relação forte e saudável!